Como a imobiliária pode rentabilizar a sua operação de aluguel?

Uma imobiliária que trabalha com aluguel precisa saber como rentabilizar suas operações. Dessa maneira, ela traz eficiência para o serviço, expande seus negócios e consegue ter mais lucratividade ao longo do tempo.

É muito comum pensar que, para alavancar as operações, é preciso ter um investimento com custos elevados ou mesmo sair da zona de conforto do negócio. No entanto, existem diversas alternativas que podem ser postas em prática sem maiores desafios.

Quer conhecer as principais dicas para conseguir rentabilizar a sua operação de aluguel? Então confira a seguir as atitudes que a imobiliária pode tomar!

 

Fazer bons anúncios

Apesar de ser uma dica comum para conseguir mais vendas ou aluguéis, muitos não sabem a importância dos anúncios para rentabilizar as operações. Por isso, vale lembrar que o primeiro contato do possível locatário com o imóvel é por meio do anúncio.

É no site da imobiliária que os interessados buscarão os imóveis, conhecerão seus principais detalhes e os diferenciais. Então ter um anúncio completo agrega valor ao bem, uma vez que mostrará pontos importantes.

Logo, além de informações básicas que devem constar em todos os anúncios — como tamanho, localização e divisão de cômodos — mostre também diferenciais. Verifique em cada imóvel um fator de destaque que pode atrair clientes e divulgue isso.

Questões como proximidade com pontos essenciais da cidade, facilidade de acesso, opções de lazer, estado de conservação e idade, cômodos a mais são alguns exemplos. Com um anúncio muito genérico, esses elementos podem passar despercebidos e deixar de atrair clientes.

Além disso, esses diferenciais também aumentam a rentabilidade. Em comparação a imóveis que não têm essas características, o valor do aluguel pode ter um acréscimo. Ademais, com mais interessados no bem, margens de descontos não são necessárias.

Afinal, se há diversas pessoas querendo alugar o mesmo imóvel, a imobiliária não precisa negociar tantos descontos no aluguel para garantir a contratação. Entendendo esse valor agregado e as facilidades que o bem proporciona, os interessados estarão dispostos a fechar negócio.

 

Fidelizar o cliente

A fidelização de clientes proprietários de imóveis também é uma forma de rentabilizar suas operações de aluguel. Isso porque, geralmente, quem tem um imóvel para alugar costuma utilizar esse bem como um investimento. Então o manterá alugado.

Logo, é fundamental fidelizar o cliente para que os próximos aluguéis também sejam feitos com a sua imobiliária. Existem muitas maneiras de fazer isso — e todas as dicas deste conteúdo contribuirão para a fidelização.

Mas vale reforçar pontos essenciais. Primeiro, mantenha contato e bom atendimento mesmo após a concretização do negócio. Ou seja, não abandone o locador porque o imóvel já foi alugado. É preciso seguir em um relacionamento de longo prazo com ele.

Continue em contato, ofereça serviços e se ponha à disposição para que ele também mantenha uma boa imagem da empresa. Ademais, tente resolver todos os problemas que podem ocorrer durante a locação de forma eficiente.

Sempre que o inquilino entrar em contato para fazer alguma reclamação, pedir informações e relatar situações, por exemplo, seja proativo para resolver. Com essas atitudes, o locador perceberá que realmente conta com um serviço completo e especializado.

Isso aumenta as chances de ele manter o relacionamento com a imobiliária, utilizando os serviços mesmo após o final de diversos contratos. Assim, sua empresa não terá tantos custos com a prospecção de novos clientes e a rentabilidade será maior.

 

Investir no bom atendimento

Além da fidelização dos locadores e a prestação de um bom serviço, é fundamental ter um atendimento de excelência para todas as partes. Aqui, não faça diferenciações entre o locador e o locatário, resolvendo tudo com equidade.

Tenha em mente que ambas as partes precisam do atendimento e dos serviços de sua imobiliária e elas contribuem para sua lucratividade. Desse modo, é importante evitar agir em detrimento de uma das partes. Seja sempre cordial e atencioso.

Também foque em manter uma personalização ao atender seus clientes, conhecendo as expectativas e necessidades de cada um. Isso demonstra a preocupação da imobiliária com as dores e desejos de todos.

Com isso, eles sentirão que realmente são importantes para a imobiliária e ficarão mais satisfeitos com o serviço. Vale lembrar que todo cliente que gosta do atendimento prestado e dos serviços costuma retornar para mais negócios — além de indicar a empresa.

Nesse cenário, a imobiliária reduz custos e consegue rentabilizar as operações de aluguel, que ficam mais eficientes. Então é importante entender que a eficiência da rentabilização não vem somente do aumento de receita, mas também na redução de despesas e trabalhos.

 

Oferecer antecipação de recebíveis

Oferecer serviços diferenciados e soluções inteligentes para os clientes é um fator crucial para a atração de interessados e consolidação da marca. Assim, a imobiliária se torna referência em aluguéis, aumentando sua rentabilização.

Nesse sentido, uma ferramenta moderna e eficiente é a antecipação de recebíveis, um serviço seguro e prático para os locadores. Você conhece esse conceito e como ele pode ser aplicado em sua rotina?

Entenda:

 

Como funciona a antecipação de recebíveis?

Com a antecipação de recebíveis, o locador receberá as parcelas do aluguel de determinado período antecipadamente e à vista, com deságio. Por sua vez, a empresa que fez a antecipação terá direito de receber mensalmente esses créditos, pagos pelo inquilino.

Confira as vantagens da antecipação para os proprietários:

Além disso, a imobiliária também conta com diversas vantagens que trazem a rentabilização das operações de aluguel. Entre elas, estão:

  • fidelização de clientes pelo aumento da satisfação com os serviços;
  • aumento de receita por meio da comissão;
  • suporte especializado;
  • prêmio para a equipe que efetivar o negócio.

Para oferecer a antecipação, é fundamental contar com uma empresa parceira e que seja especializada nesses serviços, como a Bold Finance, que desenvolve soluções financeiras inovadoras.

Temos foco na antecipação de aluguéis residenciais e comerciais em parceria com imobiliárias. Dessa forma, oferecemos um serviço especializado e simples para todas as partes envolvidas.

Agora você conhece as principais dicas para rentabilizar a operação de aluguel. Como vimos, a antecipação de recebíveis pode ser muito importante para esse objetivo, trazendo benefícios tanto para a imobiliária quanto para os locadores.

Ficou interessado em oferecer esses serviços em sua imobiliária? Então seja um parceiro da Bold Finance!

IGPM x IPCA: entenda a atualização monetária nos contratos de locação

Entre os diversos aspectos relacionados ao aluguel de um imóvel, é importante entender como se dá a atualização monetária dos contratos de locação. Isso envolve conhecer os principais indicadores que podem ser aplicados nesse processo.

Em geral, os contratos de aluguel são reajustados com base no IGPM. Porém, apesar de ser bastante comum no mercado imobiliário, não é obrigatório adotar esse índice. Na prática, outra alternativa comum é o IPCA, o índice oficial da inflação.

Quer saber como eles funcionam? Neste artigo, você entenderá o que é IGPM e IPCA e como acontece a atualização monetária nos contratos de locação.

Boa leitura!

 

O que é IGPM?

IGPM é a sigla para Índice Geral de Preços do Mercado. Trata-se de um indicador de preços para medir a inflação calculado mensalmente pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Isso é feito pela média aritmética ponderada de três outros índices.

São eles:

  • IPC (Índice de Preços ao Consumidor);
  • IPA (Índice de Preços por Atacado);
  • INCC (Índice Nacional do Custo da Construção).

O IPC tem relação com o custo de vida das famílias, enquanto o IPA mede os preços da indústria em geral e dos produtos do agronegócio. Já o INCC mede a variação do custo na construção civil, mas apenas no setor de habitação.

Por esse motivo, o IGPM está mais atrelado ao valor das commodities e do dólar. Na prática, isso faz com que nem sempre ele reflita a realidade dos brasileiros. Além disso, muitas vezes ele se refere aos imóveis construídos e está presente em contratos de compra e venda.

Diante disso, também é comum que o Índice Geral de Preços do Mercado seja usado como parâmetro para correção do preço em contratos de aluguéis. Ou seja, se o indicador aumentar, o valor de aluguel pago pelo locatário segue o movimento, conforme a taxa anual.

 

O que é IPCA?

Já o IPCA significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo, bastante usado para medir a inflação oficial do país em um determinado período. Desse modo, ele reflete o aumento de preço de diversos produtos presentes na vida da população, considerando a soma dos diversos setores de consumo.

Como exemplo, estão serviços de educação, habitação, artigos de alimentação e bebida, transporte e saúde, produtos de cuidados pessoais, entre outros. Portanto, um IPCA alto tende a afetar o poder de compra das pessoas.

Afinal, ele leva à desvalorização do dinheiro em relação aos preços dos produtos e serviços. Do mesmo modo, ele afeta os investidores — já que, se a rentabilidade obtida não superar a inflação, não existirão ganhos reais ou crescimento patrimonial.

 

Como funciona o reajuste de aluguel?

De forma geral, o reajuste de aluguel ocorre quando há aniversário ou renovação do contrato de locação. Por isso, no mercado, as variações de preços tendem a ser baseadas em algum índice da economia nacional.

Ademais, é fundamental que esse valor esteja especificado em contrato, cabendo às partes negociar o índice que será aplicado. Em regra, durante a vigência do contrato, os reajustes sempre seguirão o que foi acordado no documento.

Porém, após o término do prazo ou os períodos indicados em lei, o proprietário pode aumentar o valor do aluguel. Nessas situações, cabe ao locatário tentar negociar, concordar em pagar ou se mudar do imóvel — considerando a decisão mais vantajosa para suas necessidades e possibilidades.

 

Qual a principal atualização monetária nos contratos de locação?

Como você viu, é bastante comum usar o IGPM como base para reajuste dos aluguéis. Entretanto, essa prática não é obrigatória, já que as partes podem negociar isso livremente. Isso é importante porque as taxas variam conforme os movimentos do mercado.

Em alguns períodos, o IPCA pode ser superior, enquanto em outros o IGPM supera a inflação. Por exemplo, durante a pandemia de Covid-19 todos os índices que compõem o indicador tiveram um aumento.

Isso fez com que o IGPM disparasse — em 2020, ele fechou com alta acumulada de 23,14%. Por consequência, surgiram mais discussões sobre a revisão dos contratos de aluguel devido aos impactos no orçamento dos inquilinos, com pedidos de negociação.

Nas tentativas sem sucesso, muitos inquilinos optaram por um contrato de aluguel novo do que manter o antigo. Diante disso, proprietários e imobiliárias passaram a enxergar vantagem em adotar o IPCA como indexador do reajuste dos aluguéis.

Muitos contratos novos também estão sendo fechados com reajuste baseado no IPCA, que apresentou reajustes menos impactantes. Em 2020, por exemplo, ele fechou em 4,25%. Entretanto, sempre é importante ter em mente que os índices podem apresentar comportamentos diversos.

Logo, há riscos de que IPCA se torne mais elevado que o IGPM em determinado momento, afetando novos reajustes. Por esse motivo, não há uma resposta correta sobre qual o melhor índice para correção de contratos.

Tudo dependerá do momento e da projeção da economia para os próximos meses. Afinal, as oscilações do mercado podem levar até a um IGPM negativo — que se consolidou em 2017, por exemplo. Quando isso ocorre, o aluguel pode ser reajustado para baixo ou se manter sem alterações.

 

Qual a importância de conhecer a dinâmica desses reajustes?

Como você aprendeu, o reajuste do aluguel pode impactar tanto o locador quanto o locatário. Por isso, é importante que você conheça todas as regras envolvidas e os principais indicadores utilizados para essa finalidade.

Isso ajudará a identificar as melhores alternativas e já se antecipar para situações que podem levar a renegociações, como aumentos sucessivos nos índices. Dessa maneira, é possível buscar um valor de referência justo para todas as partes.

Além disso, como você viu, não existe um indicador que seja melhor, pois tudo dependerá do momento econômico e do próprio mercado. Embora um reajuste elevado possa parecer atrativo ao proprietário, ele pode levar ao encerramento do contrato pelo inquilino, trazendo riscos de vacância.

Assim, o importante é que a escolha seja baseada nas necessidades do inquilino e do proprietário, garantindo o equilíbrio financeiro do investimento. Também vale considerar questões como o estado do imóvel, a infraestrutura, a localização, a segurança na região etc.

Fazendo isso, será mais fácil identificar o índice ideal e, até mesmo, negociar os índices utilizados para encontrar uma condição que seja vantajosa para ambos.

Agora você sabe como funciona o processo de atualização monetária nos contratos de locação. Então lembre-se de que mudanças na economia podem fazer com que diferentes índices sejam usados como base para a alteração de valor. Portanto, vale considerar essas questões ao negociar os contratos.

Gostou do artigo? Complemente a leitura e confira 5 pontos que não podem faltar no seu contrato de locação residencial!